quarta-feira, 26 de julho de 2017

ENcosta, os meus 10 minutos

22 de julho, 19:45 ..... E quando todos vão embora, os 10 minutos de reflexão...
 
 
Ermida Nossa Senhora do Ameal, a partir do carro, depois de um dia cheio

terça-feira, 25 de julho de 2017

Encosta de S. Vicente - Registo visual da realidade física e social

Tenho aguardado para escrever algumas palavras sobre o que se passou em Torres Vedras, entre os dias 17 e 22 de julho. Preciso de mais uns dias para recuperar e escrever algo à altura do que ali se passou. Mas a gratidão sobrepõe-se e aqui ficam algumas palavras e imagens.
 
Quando convidei a Suzana e o António, tinha plena consciência da qualidade do trabalho deles, logo as expectativas já estavam elevadas. Mas o resultado superou todas as expectativas. No dia 17 iniciaram a emersão na ENcosta e ainda no dia 17 passaram a fazer parte daquela comunidade. Isso não se consegue só com a qualidade do traço ou da mancha, consegue-se sim com caracter, simplicidade e um coração do tamanho do mundo. Fiz questão de deixa-los percorrer o caminho sozinhos, livres de preconceitos, pois tinha certeza que iriam ser bem recebidos.
O Desafio deste convite consistia no registo físico e social da Encosta de S. Vicente, cujo processo de regeneração urbana inicia no próximo mês de setembro. Mas eles conseguiram mais, muito mais, conseguiram aumentar a autoestima de uma comunidade que se sente excluída, tendo em conta o seu caracter periférico.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, uma pessoa vale mais do que mil casas.
Provavelmente outras residências virão, mas esta terá sempre um lugar de destaque e isso deve-se sobretudo à Suzana e ao António. 
 
 
 
Entre os dias 17 e 22 de julho, passaram por Torres Vedras 56 desenhadores, vindos de vários pontos do país, que de forma generosa enriqueceram ainda mais o trabalho iniciado pela Suzana e pelo António.
 
O momento alto foi o dia 22 de julho, o último dia, onde se concentraram 45 desenhadores de várias idades.
 
O local de encontro foi o antigo matadouro municipal, cuja reabilitação permitirá a instalação do Centro de Artes e Criatividade. A parte da manhã foi dedicada ao Matadouro, Bairro Reis e Bairro da Floresta.
 
 
 
O Grupo da manhã: foto de Inês Mourão
 
 
 
 
O almoço foi no Choupal. A parte da tarde foi dedicada ao Choupal e Ermida Nossa Sra. do Ameal. Os mais "corajosos" (estava imenso calor) e  subiram a Encosta até ao bairro do Forte. O António foi mesmo até ao topo mais alto para levar o pessoal a desenhar "telhados deformados". A Suzana ficou-se pela Loja do Sr. Cuxixo e da Sra. Prazeres. Cá fora sentada, estava a moradora mais velha do Bairro, 96 anos - a Suzana desenhou-a. Enquanto isso várias pessoas aproximam-se, observando o trabalho da Suzana. Momentos de alegria.
 
 
 
 
 
Às 17h ocorreu a tertúlia - partilha de experiências com Suzana Nobre e António Procópio. O local escolhido foi a secular Ermida Nossa Sra. do Ameal.
 
 
 
 A tertúlia contou com a presença de elementos da comunidade que assistiram à apresentação dos desenhos, dos seus rostos, das suas ruas, das suas casas, do Lugar onde vivem - Encosta de S. Vicente.
 
 Grupo da tarde
 
Assim terminou uma iniciativa, pelo menos a 1ª fase. Para o ano está previsto um novo encontro, já com as obras a decorrer, mas até lá terão novidades desta iniciativa. O que aqui se fez terá certamente outros resultados, nem que seja como forma de agradecer à população, aos desenhadores e claro, à Suzana e ao António, a quem ficarei eternamente grato.
 
Em meu nome, do Município de Torres Vedras e da Cooperativa de Comunicação e Cultura, muito obrigado a todos.
 
Uma palavra de apreço aos parceiros institucionais que muito contribuíram para o sucesso do evento através dos canais de comunicação: Oeste Sketchers; DGPC; Ordem dos Arquitectos; Associação Portuguesa de Reabilitação Urbana e Protecção do Património. Não menos importante foi o contributo da Winsor & Newton, pelo patrocínio com material (papel e marcadores)
 
 
Toda a informação:

quarta-feira, 19 de julho de 2017

12º Enc. Oeste Sketchers - Batalha do Vimeiro

Sketchers - Batalha do Vimeiro
No passado domingo, lá fomos nós para a Guerra - correr com os franceses
 
O local de encontro foi a igreja. aos poucos lá foram chegando os sketchers todos. Alguns vinham vestidos à época, como a Ana Ramos, que apanhei aqui já no final do desenho.
 
 
Lá em baixo o frenesim aumenta. A guerra está para começar, com direito a "relato". E que guerra. Os canhões disparados ecoaram pelas ruas do Vimeiro, assustando todos os presentes. Crianças começam a chorar e Gritos de guerra que nos fazem imaginar o caos que terá sido. O medo que as pessoas tiveram. Os danos materiais e imateriais. O sangue derramado. As vidas perdidas. Ingleses e portugueses correm com os franceses. Quem me conhece, sabe que não sou muito dado a recriações históricas, mas tenho de confessar que esta surpreendeu-me pela positiva.
 
 
Fazendo-nos lembrar a Guerra de Raul Solnado, depois da batalha, fomos todos almoçar, ingleses, portugueses e até franceses. Intervalo é intervalo e toda a gente tem direito a comer. O desenho que se segue, foi feito enquanto esperávamos pelo almoço, assistindo ao convívio dos figurantes, que correm o país integrando recriações históricas. Fazem-me lembrar uns maluquinhos que por aí andam com caderno debaixo do braço.
 
Depois do Almoço, deslocámo-nos até ao centro interpretativo, onde havia feira, com comida, música e muitas actividades. Depois do Pedro Loureiro comprar um caderno XXL, que mal cabe na mochila, lá fomos à procura de poiso numa esplanada com vista para o campo de batalha, que quase não era desenhado, já que nos dedicámos aos figurantes. Até eu arrisquei desenhar pessoas. Sim desenhei pessoas, pelo menos tentei. A personagem abaixo é o Salvador, um verdadeiro artista local, que desenhou e pintou todos os azulejos do Centro Interpretativo. Enquanto ia mostrando as suas obras no telemóvel, arrisquei.

 

 
No fim, antes de ir embora, o campo de batalha.
 
 
Parabéns Pedro, Ana e Bruno, pela excelente organização. Até breve

E lá fomos à guerra!

Foi um encontro fantástico, onde não tivemos mãos a medir com tanto que havia para desenhar e com a malta tão "fixe"!

Estes dois desenhos foram "arrebanhados" em pleno Vimeiro junto à igreja, entre tiros de canhão e disparos de espingarda que me faziam pular de susto, tal era a violência sonora! Tive que pintá-los em casa porque lá foi de todo impossível.

Após a refrega, fomos almoçar ainda na zona baixa do Vimeiro. Os figurantes da recriação histórica também lá estavam. E a malta do risco não perde oportunidades...

Os desenhos restantes foram todos junto ao CIBV (http://www.batalhadovimeiro1808.pt/).

 Aqui, um soldado a descansar.

Outro, muito bem acompanhado.

Mas não foi só guerra, também houve música! Aqui, o João Raimundo que acompanhou os Zaragaita a tocar fantasticamente!

terça-feira, 18 de julho de 2017

12º Encontro Oeste Sketchers

"A artilharia aproxima-se."
"As tropas tomam posição."
"O canhão está pronto."
"Abrir fogo!"

O 12º Encontro Oeste Sketchers foi um encontro cheio de acção, passou-se durante a Batalha do Vimeiro de 21 de Agosto de 1808 em encenação.

Depois dos conflitos do dia anterior, os Franceses estavam bloqueados no campo de batalha e resolveram flanquear o exército Anglo-Português, infiltrando-se no povoado do Vimeiro.

A recriação da escaramuça entre exércitos junto à Igreja do Vimeiro decorreu de manhã, onde se juntou uma milícia de bravos camponeses em defesa das suas terras...
...e claro, a unidade especial de sketchers registando o conflito.

De manhã, começaram cedo, a maior parte concentrou-se junto à igreja, até serem evacuados devido à proximidade das tropas inimigas.



 A população juntou-se e começaram a chegar as primeiras tropas.

Além dos canhões que faziam a vila tremer sempre que disparavam: BUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMM!!!!!!!
Os mosquetes eram articulados em frentes e disparados sem dó nem piedade.

O canhão francês ainda assustou quando se posicionou mesmo em cima das tropas.

Enquanto alguns camponeses fugiam e gritavam:
"- Que Deus me ajude! Vão destruir tudo."
Outros aldeões mais corajosos apareceram com paus e ferramentas do campo, quando tiveram oportunidade começaram à paulada sobre os Franceses.

 No final, os franceses foram arrasados e enquanto o exército Anglo-Português foi festejar a vitória, nós fomos partilhar desenhos.


 O grupo de infantaria especial da manhã.
 A artilharia usada durante o conflito militar.
 Parte das bancas da feira oitocentista frente ao Centro Interpretativo da Batalha do Vimeiro.
 Os falcões depois das acrobacias com miúdos.

O acampamento militar e o campo de batalha ao fundo.

 Os desenhos da tarde.
 O batalhão de sketchers da tarde.

Depois do encontro alguns ainda ficaram a dar espectáculo na assistência :)

Queremos os teus desenhos!!!


Atenção batalhão dos Oeste Sketchers e todos os nossos aliados que participaram na vitoriosa ofensiva no passado Domingo dia 16 de Julho. Após uma esmagadora vitória sobre o invasor Francês no lugar do Vimeiro, precisamos dos vossos registos para que a nossa glória perdure numa exposição a inaugurar a 20 de Agosto. Preferencialmente até ao final de Julho, (limite até 4 de Agosto) enviem os vossos registos de batalha, digitalizados em 300dpi para o nosso email: oestesketchers@gmail.com

Contamos convosco! Juntem-se a nós!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Vimeiro

O regimento dos Oeste Sketchers juntou-se e foi fabuloso, registou o que conseguiu da recriação histórica da Batalha do Vimeiro de 1808, fizeram registos debaixo de fogo cruzado e com grande "instinto de sobrevivência". 
Nesta batalha não fui fardado mas andei a espiar as tropas do inimigo, o primeiro desenho não começou bem mas acabou por mostrar os sketchers e a população à espera do evento com linhas, depois em manchas, as tropas, portugueses de castanho e camponeses de cinza escuro, ingleses de vermelho e franceses de azul.


À tarde havia animação na feira oitocentista e a variedade de mercadores era impressionante. Enquanto alguns ficaram a desenhar pessoas e fardas, ou a degustar a bela filhós, eu resolvi procurar uma zona calma e mais despercebida com vista para a paisagem do campo de batalha, onde o acampamento militar se mostrava deserto.
Acabei o bloco com um desenho panorâmico, vai deixar saudades, o resto foi convívio ;)




sábado, 15 de julho de 2017

Algarve à Sombra_parte III (última)

Ainda no dia 8, no encontro com os urban sketchers Algarve, tive tempo de fazer mais dois desenhos.
Foram feitos nas escadinhas que dão acesso à igreja. Lá em cima ouvem-se cânticos no interior da igreja e alguma azáfama no exterior. É dia de casamento. De repente os sinos tocam e as pessoas saem. Aplausos e alguns gritos de alegria. Já está. Só se ouve inglês. Passa um local (raro, mas acontece) que diz "mais uns ingleses que se casam cá, agora é quase todos os fins-de-semana". Enquanto fazia o primeiro desenho, começo a ouvir o barulho dos saltos altos a bater na calçada. Lá veem os noivos e convidados a descer a escadaria. Mantive-me sentado e eles lá foram contornando.
 
 
Depois de quase ser atropelado, mudo de posição de desenho a igreja, antes de me despedir de Ferragudo.
 
 
O desenho que se segue foi feito no domingo, dia 9, antes de regressarmos a casa. A esplanada do costume, junto à igreja de Armação. Mudei o enquadramento, só para não me repetir. Para o ano há mais. 

Santa Cruz sem vento

Santa Cruz é daquelas localidades com praias e recantos cheios de paraísos, mas tem carácter, é agreste, de mar e vento encorpado, com nevoeiros e marés bipolares. No entanto, quando a encontramos em alturas de tempo excelente, sem vento, torna-se uma mulher meiga apaixonada, um paraíso.
Praia da Amoeira, uma das minhas favoritas, menos gente, mais maravilhas...

 Praia de Santa Helena e Praia Centro ao fundo (ou das Rochinhas)
Quando vamos embora mas está tão bom que acabamos por acampar outra vez... na praia seguinte...

O fim do dia é óptimo para desenhar sombras, um exercício mesmo interessante.