sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Prainha de S. Pedro

Mesmo ali, uma minúscula enseada à entrada do Forte de Peniche.



O que viria a ser Forte, começou com o  projecto de construção de um baluarte em 1557, sob a responsabilidade de D. Luís de Ataíde, conde de Atouguia que viria concluir-se como um Forte  em meados do século XVII, em pleno período de Restauração, quando a Coroa portuguesa levou a cabo uma profunda remodelação do sistema defensivo da costa.
Cerca de 1642 iniciou-se uma obra de ampliação da fortificação (projecto de autor desconhecido), de planta estrelada irregular, delimitada por uma cortina de muralhas com baluartes poligonais e uma segunda linha defensiva. Esta obra estaria concluída em 1645... A fortaleza desempenhou um papel fundamental na defesa da costa atlântica ao longo do te, destacando-se a sua importância durante as invasões Francesas e as Guerras Liberais. Entre 1934 e 1974 o Forte de Peniche foi transformado em prisão de presos políticos do Estado Novo. No ano de 1984 a Câmara Municipal de Peniche transformou o espaço da fortaleza em Museu Municipal.
fonte: Catarina Oliveira  GIF/IPPAR/2005
http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/71147




segunda-feira, 29 de outubro de 2018

4º Encontro Internacional de Desenho de Rua de Torres Vedras

No concelho de Torres Vedras decorreu mais um encontro internacional de desenho de rua, é sempre um prazer dar a conhecer o património do concelho de Torres Vedras.
Este encontro é um pretexto para através do desenho tornar as barreiras físicas e espaciais que nos separam ausentes, permitindo reencontrar amigos e conhecer novos sketchers ou artistas nacionais e/ou estrangeiros.

Este ano os formadores foram: Ana Luisa Frazão ; Pedro Cabral; Vitor Mingacho; Alexandra Belo, Rosa de Trías, Domingos Guimarães.
Com algumas alterações bem vindas, as tertúlias deram origem a uma conferência onde alguns urban sketchers experientes partilharam o seu percurso pessoal no desenho, todos muito interessantes.

Aqui fica o meu breve registo fotográfico do evento e agradecimento (em nome dos Oeste Sketchers e decerto participantes) a todos os que acolheram esta iniciativa, à D. Leonor Madeira que nos acolheu da melhor forma; à Quinta Boa Esperança que nos recebeu no seu espaço tão acolhedor; à Casa da Ribeira e ao Tiago que nos proporcionou uma visita guiada com direito a uma experiência diferente; à Quinta de São José - Vale da Capucha pela recepção e lanche; à Câmara Municipal de Torres Vedras, Juntas de Freguesia e em especial ao André Baptista e à Marta pela incansável paciência e persistência para que tudo corresse bem neste evento que superou qualquer expectativa,  fabuloso.

Dia 26 - Av. 5 de Outubro, Estação, IVV e Aqueduto






Dia 26 Noite - Desenhar na Casinha dos Avós
Video 1, Video 2




Dia 27 - Quinta da Boa Esperança





Dia 28 Manhã - Casa da Ribeira





Dia 28 Tarde - Quinta de São José - Vale da Capucha




segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Azenhas do Mar - desenhos esquecidos

20.08.2018
Casa Branca de Raúl Lino
 
Este ano voltámos a Azenhas do Mar e lá fui na minha peregrinação habitual até à casa do Raúl Lino (1879-1974). Gosto do passeio junto à arriba, do mar a bater nas rochas, das gaivotas que aparecem de repente em voo picado. Mas o que gosto mesmo é dos enquadramentos de aproximação à Casa Branca (1920), a casa de férias desenhada pelo e para Raúl Lino.
 
 
 


 
 
 
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Berlengas - tarde

 

 

Almoçámos junto ao farol, num pátio junto às casas do investigadores e dos vigilantes.


Do lado oposto existe outro pátio, aqui território dos faroleiros. Enquanto esperávamos pelo faroleiro Coutinho, aproveitei para fazer este registo.


Apesar do nevoeiro decidimos subir ao topo do farol. Foi uma decisão  muito acertada, tendo em conta a aula de História dada pelo Mestre Coutinho.


Para além da história da construção dos faróis e a evolução tecnológica que têm sofrido ao longo dos séculos, ainda nos contou alguns episódios sobre a vida dos faroleiros e suas famílias.


Depois da visita ao Farol , fomos conhecer esta bela construção - a Casa do Forno. Até ao 25 de abril a ilha alojava 8 famílias (7 faroleiros e um mestre). Este forno funcionava de dia e de noite e matou a fome a muita gente, mas também era um espaço de convívio e partilha.


A caminho do Forte, encontrámos esta planta endémica. A Lurdes explicou-nos que na Idade Média, devido ao seu odoro, foi utilizada como repelente para as pulgas.


Ao descermos até ao Forte S. João Baptista, somos deparados com uma paisagem digna de postal. A forma do Forte, a sua cor e textura, a contrastar com a cor do mar, deixam-nos sem fôlego.


Vários investigadores referem que em 1513 já existia nas Berlengas, no local do actual restaurante, um Mosteiro da Ordem de São Jerónimo, de apoio aos marinheiros. O seu abandono terá sido provocado pelos sucessivos ataques de piratas. Em 1651, D. João IV mandou edificar o Forte, tendo sido utilizados materiais do antigo mosteiro. Após ter perdido a sua função, ainda no século XIX, fica votado ao abandono servindo de apoio a pescadores. Já no século XX é transformado em Pousada que terá funcionado apenas até ao 25 de abril. Novamente o abandono, pelo menos até à apropriação do espaço por parte da Associação "Os amigos das Berlengas", que ainda hoje dinamiza o espaço.



O antigo refeitório da Pousada (desenho infra), é hoje um bar. 


Tudo o que é bom tem um fim - o último desenho antes da partida. No entanto, ainda houve tempo para uma visita às grutas.


Um dia inesquecível. Parabéns Berlengas, pelos 37 anos de Reserva Natural.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Berlengas, manhã

No passado domingo, dia 2 de setembro, eu, a Lurdes Morais, o António Procópio e o Bruno Vieira fomos desenhar as Berlengas a convite do ICNF, no âmbito das comemorações do 37º aniversário da Reserva Natural daquela ilha de Peniche. Tivemos uma baixa de peso, o Filipe Reis Oliveira, que teve um imprevisto de última hora.
Aproveito para agradecer aos meus companheiros de viagem, sobretudo à Lurdes pelo convite e oportunidade de revisitar as Berlengas com outros olhos. Confesso que desde a juventude fui várias vezes às Berlengas, mas nunca com este olhar.


Saímos cedo de Peniche, e logo percebemos que teríamos companhia - o nevoeiro. Quem nos transportou de barco, foi o Eduardo Mourato, vigilante da Natureza do ICNF.  Quando chegámos, ainda não se fazia sentir o reboliço dos turistas. Estava tudo calmo, apenas os pescadores e alguns turistas que ali estavam acampados. Comecei este desenho no bar do bairro dos pescadores, enquanto esperávamos pelos membros da equipa do projecto LIFE Berlengas  que nos levaram a conhecer a Colónia de Cagarras. Tive de concluí-lo em casa, um pouco de memória.

Quando começamos a caminhar percebi que teria de mudar a estratégia de desenho. Não haveria grandes paragens que permitissem um desenho mais demorado - Troquei de caderno, mais pequeno, mais fácil de transportar - os desenhos tiveram que passar a ser mais rápidos e sintéticos, capazes de se associarem a alguns apontamentos escritos, fruto das explicações que íamos ouvindo.

A primeira paragem foi a colónia de Cagarras ou Pardela do Atlântico.


No meio da paisagem natural existem algumas construções de apoio ao funcionamento desta reserva, como a casa do gerador que encontramos no desenho que se segue.


Tivemos o privilégio de aceder a espaços que em condições normais jamais poderíamos conhecer. O contacto com as crias de Cagarras, foi uma experiência única. Os desenhos seguintes foram feitos junto ao ninho 99, o chamado "ninho ao vivo", já que tem uma câmara que transmite em directo a real a evolução da cria.


Seguimos caminho, agora guiados pela Lurdes Morais, técnica da Reserva Natural das Berlengas. Ganhámos um novo companheiro de viagem - o Farol, um elemento referencial sempre presente na paisagem. Acabei por desenhá-lo em variadas perspectivas.


Uns metros à frente parámos para conhecer melhor o ilhéu da velha, cuja denominação se deve ao facto de se encontrar na chamada "Ilha Velha".


Próxima paragem - Pesqueiro das Buzinas.


Mais uns metros e lá está novamente o Farol.


A hora de almoço aproxima-se e de repente o caminho rumo ao Farol, enche-se de turistas com carros de bebés e geleiras. Lá em baixo avistamos os barcos a chegarem carregadinhos de turistas. Um pouco mais acima encontramos o parque de campismo.

Ao aproximarmo-nos do Farol Duque de Bragança, começamos a perceber melhor a morfologia das construções adjacentes, que servem de apoio aos faroleiros, aos vigilantes e investigadores.


O facto de ir desenhando enquanto andava, permitiu-me fazer um elevado numero de desenhos. Por essa razão, publico apenas os desenhos da manhã. Numa próxima publicação partilharei os desenhos da tarde. Podem ser fracos, estes são os desenhos que mais gosto de fazer. Na sua maioria, a cor surgiu apenas em casa. Apesar da sua simplicidade, deram-me imenso prazer e além disso permitiram-me fazer a reportagem desenhada da nossa "expedição".

Podem ver mais fotografias neste álbum

Nota: Qualquer erro ou imprecisão que possam encontrar nos textos, é da minha inteira responsabilidade. Certamente as informações facultadas pelos vigilantes ou pela Lurdes foram transmitidas de forma correcta, mas nem sempre é fácil, ouvir, escrever e desenhar ao mesmo tempo.