quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Santa Cruz, dia da Demo Colectiva

6 de ago. 10h45. Esplanada ARDEBAR.
 
A habitual espera dos artistas. O dia era especial, pois o encerramento do encontro incluí uma demonstração colectiva.
 
Os trabalhos estão atrasados. Enquanto o Tomás e o Duarte partilham cromos da bola, eu bebo um café e faço este rabisco.
 
Todos os artistas convidados pintam ao vivo uma obra em conjunto. O desenho foi lançado pelo Pedro (a impressora humana). Rapidamente a folha branca começa a ser invadida pelas manchas de cor, e que cores. Mais do que uma pintura,  foi uma performance, com uma coreografia magnifica. A leveza da mão e o sorriso estampado na cara, fazem-nos crer que aquilo é fácil...  No final a apoteose. Desce o pano, bebem-se as últimas imperiais,  a emoção no rosto de todos, os últimos abraços... para o ano há mais.
 
Obrigado António Bártolo e família (muito importante em toda a organização), por permitirem ao comum dos mortais conviver e aprender com artistas desta craveira. Parabéns a todos os artistas pelos trabalhos desenvolvidos e pela forma impecável com que se relacionaram com o público.
 
Pedro Alves, já te disse tudo o que tinha a dizer. Fico-me pelo habitual e sincero PARABÉNS.
 
 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nocturno em Santa Cruz

Sexta-feira organizamos um mimo, algo diferente para juntar aguarelistas e sketchers a desenhar durante a noite.
O tempo mudou e a noite não teve céu estrelado, o manto de luz da Lua Cheia não se notou e o mar de azul negro profundo e reflexos saltitantes ficou oculto no chuvisco da neblina...
Depois de alguns reencontros e troca de histórias emocionantes dispersamos pela rua comercial principal, os veraneantes adoraram e alguns ficavam colados a ver coisas a nascer no papel, as crianças queriam ficar a pintar.
Usei uma folha grande com ecoline, num papel mansinho para mestres e rebelde para amadores.
 Depois de estar com alguns miúdos que adoraram as manchas experimentais, provavelmente porque ainda não tinha ligado a lanterna, mudei de sitio e fui sentar-me no chão ao pé de outros sketchers.
Liguei uma engenhoca, emprestei outra lanterna a uma miúda muito entusiasmada a pintar, preparei a aguarela e registei um pouco da multidão entre os artistas.
À direita, Filipe Reis no muro, no banco, Pedro Alves e António Procópio debruçado, entusiasmadíssimo a pintar, no centro, António Bártolo (Presidente da AAPOR – Associação de Aguarela de Portugal) no cavalete, à esquerda, Marie-Paule Dupuis (Aguarelista e Arquitecta) na sua prancheta apoiada.


Ainda fizemos a habitual partilha com os que aguentaram o chuvisco e enquanto as aguarelas ainda secavam.
Agradecimentos a todos os que aceitaram o desafio e resistiram às condições atmosféricas, à AAPOR, ao António Bártolo, que além de excelente artista tem promovido a pintura de aguarela na rua e a troca de experiências entre grupos e pessoas.

Aqui ficam mais algumas fotos do Evento.




 


domingo, 6 de agosto de 2017

Santa Cruz - dia da Demonstração do Pedro Alves

5 de agosto - Demonstração do Pedro Alves no âmbito do 10º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz
 
Eu e o Tomás chegámos às 10:30. Para não variar, sentámo-nos na esplanada do ARDEBAR. Lá fui desenhando à espera dos artistas. O dia foi especial, dia de demonstração do Pedro Alves. Bancada preparada, artista, público...tudo a postos...
 
 
 
 
15hEncontro noutra esplanada, junto à feira de antiguidades. 
No desenho que se segue, apanhei o Pedro Alves em amena cavaqueira com 2 amigos.
 
 
Como não consegui fazer a panorâmica toda num só caderno, dei continuidade noutro.
 
 
17h30 Demonstração do francês Franck Rollier. Apanhei (tentei) Pedro Alves, o Franck e o António Bártolo.
 
 
Ontem o dia estava fresco. Mau para a praia, mas excelente para os comerciantes. As ruas e as esplanadas estavam cheias. A Feira Rural ajuda, pois cria um ambiente fantástico, convidando as pessoas a sair e a caminhar pelas ruas. Os desenhos que aqui partilho são o reflexo da minha nova "especialização": esplanadas, bancos e sombras ...
 
 
 
 
 

sábado, 5 de agosto de 2017

10º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz


10º Encontro Internacional de Aguarelas de Santa Cruz
4 de Agosto, Encontro de desenho nocturno
 
20h - Mar-Lindo - Jantar entre aguarelistas e desenhadores. Lá estava o anfitrião, António Bartolo, que ano, após ano, e já lá vão 10, consegue manter o entusiasmo e a força de vontade para se superar. Uma palavra de apreço para a sua família, a Aldina e os seus filhos, sem os quais nada disto seria possível.
 
Depois do jantar, descemos para o café onde (re)encontrámos mais amigos. Lá fora a famosa chuva "molha tolos", muita humidade. Ganhámos coragem e seguimos para a rua. Já desenhei muitas vezes à noite, mas nunca com o objetivo de transmitir a atmosfera.
 
Não tinha aguarelas, só o pincel da pentel e canetas de feltro da Faber-Castell. Não esquecer o meu pequeno luxo - TWSBI ECO Black Fountain Pen, acabadinha de chegar pelas mãos do meu amigo Filipe.
 
Apesar da humidade e algum frio, a rapaziada não desanimou. às 23h3o fez-se a habitual partilha.
 
Quanto ao desenho, foi o melhor que se conseguiu.
 
 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Santa Cruz, na esplanada a ver artistas a passar

De manhã, enquanto tomávamos o pequeno almoço, os artistas iam chegando. No ar estava aquela chuvinha "molha tolos", mas nem isso afastou artistas e turistas. À minha frente estavam duas senhoras, que fizeram o debate "mais pequeno do mundo" em torno das notícias do jornal. Esmiuçaram todas as notícias com aparente conhecimento de causa (???), desde a economia mundial, até à ultima trumpalhada. Sem ler, fiquei a saber o que passa no mundo (aos olhos de duas ilustres desconhecidas). 
 
Lá em baixo vislumbro o inconfundível cabelo cor de prata do meu avô Armando Duarte (mais conhecido pelo Gigante), no seu passeio matinal diário por Santa Cruz. Vive na Boavista há cerca de 70 anos, mas nunca cortou o cordão umbilical.  Cumprimentámos os aguarelistas e entrámos na Casa Aguarela. "Sabes o que era esta casa?" "Não avô, mas tenho a certeza que me vai contar". "era uma taberna... quem a viu e quem a vê". Depois desta introdução contou-me mais umas boas histórias da sua infância e de como era esta aldeia há 80 anos. E como eu gosto dessas histórias. É impressionante a sua transformação. Nem tudo é bom, tanto ao nível do urbanismo como o famoso "clima ra/manhoso", mas alguma magia há de ter. Caso contrário não teria as ruas a abarrotar num dia de "chuva molha tolos".
 
 

Dias de Verão

Praia do Guincho
 Praia da Amoeira, Praia Formosa ao fundo.
 Praia da Azenha e Praia de Santa Helena ao fundo.


Praia de Santa Helena e Praia do Centro (das Rochinhas)
Santa Cruz em dia cinza, Castelinhos e Penedo do Guincho
 Passar pelas brasas...
 Praia do Pisão

domingo, 30 de julho de 2017

Lusófona Summer School - Urban sketchers


 
Tive oportunidade e o privilégio de integrar o grupo de formadores da iniciativa Lusófona Summer School - Urban Sketchers
 
A minha sessão ocorreu no passado dia 21 de julho. Foi um misto de emoções, pois voltei à casa onde me formei enquanto arquitecto e foi aqui que despertei a minha paixão pelo desenho. Pela enorme gratidão que tenho à instituição, não podia rejeitar o convite da Filipa, por quem nutro profunda admiração, não apenas pela qualidade do desenho, mas também (e sobretudo) pelo trabalho que tem desenvolvido em prol do desenho de observação. 
 
 
 
 
Para preparar o workshop, fiz alguns desenhos uns dias antes.
 
O 1º exercício - "Com Bic também se desenha"
 
Estação de Comboio Torres Vedras - A casa do administrador
 
3º Exercício - "Desenhar ao Contrário" - 1º a mancha e de seguida desenhar com a mão contrária à mão dominante.
 
 
Casa de praia entre Santa Cruz e Amoeiras. (com a mão esquerda)
 
 
Quando cheguei, tive oportunidade de fazer este desenho rápido dos edifícios da Universidade.
 
 
 
 
Antes de iniciar a sessão, visitei o Museu Bordalo Pinheiro, acabando por decidir que a parte prática da sessão seria realizada neste espaço.
 
 
A minha apresentação consistiu sobretudo no papel que o desenho assume no meu quotidiano, entre o lazer e a profissão. Após a apresentação seguiram-se os exercícios.
 
Os formandos acolheram muito bem os desafios. Um grupo fantástico, onde a maioria está a iniciar o desenho em cadernos, o que ajuda sempre - ainda não têm muitos vícios ou ideias pré-concebidas.
Estavam reunidos todos os ingredientes para uma manhã produtiva.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 


 

 
 
Durante os exercícios pediram-me para fazer um desenho rápido daquele local, para memória futura.
 
 
Depois da sessão, houve piquenique no Jardim do Campo Grande.
Obrigado a todos pela oportunidade e pela entrega.